segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Retrospectiva

Mais um ano....mais um...
Século? Não? Ah...
porque pareceu.
Seria melhor eu ver num demasiado tempo de 100 anos tudo o que vi e senti só neste ano.
Seria melhor para assimilar toda a fraude e mau humor. Para mim era exagero que o mundo estava acabando.
O mundo está tão maldito e mal frequentado que passaria a vida inteira no meu quarto onde só convidasse as pessoas que eu bem entendesse...Não passaria de 4 pessoas.

Não, o mundo não vai acabar em 2012...Ele já acabou.
Não sei quando, mas já acabou...
Estou num ponto que não consigo mais abrir uma revista para olhar as notícias, desisti da psicologia...Tenho certeza que o problema não está comigo.

Sonhos de apenas grandes dificuldades, méritos que nunca chegam, esforço não reconhecido...
Tá lá uma das frases mais clichês do mundo:
Quantos sonhos o mundo tirou de você?
Quantas vezes tiraram de você a sua última gota de esperança?
Quantas vezes falaram algo para você da boca pra fora?
Tenho certeza que se eu perguntar para minha psicóloga se ela está feliz com o mundo desse jeito, ela vai se calar. E com razão, porque não haveria nada a declarar.
Deus, eu quero mais que o Kinder Ovo abaixe o preço, ou se só o tiririca use calças coloridas.
Eu quero que o socialismo seja algo menos utópico.
Também quero que as pessoas parem de criar vínculos de amizade somente na internet...
Quero que elas se prendam menos dos seus medos e parem de ligar tanto para a sociedade.
Quero que acreditem que a liberdade não é algo inalcançável e que parem de noticiar tanto que somos escravos da tecnologia. (porque não somos)
Acabe com essa imprensa oportunista e manipuladora...e que tudo seja movido a dinheiro.
Quero que se dane se restart era um botão e agora é uma simples banda.
Eu quero menos rancor e frieza.











É FODA.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Fez-se mar

Será que nós ser humanos somos compostos apenas por vontades superficiais e materiais, ter um cabelo mais liso, um aspecto diferente, ser mais alto ou mais baixo...? Não sei se mais de umas 5 pessoas no máximo lêem fielmente ao meu blog, mas o texto que vem sendo até agora está meio diferente do que costuma aparecer aqui. (caso você não leia) E pretende ser assim daqui em diante.
Recentemente cheguei a conclusão que não passamos de animais...e não é no sentido de as vezes sermos grosseiros e agressivos como os animais...(é o estereótipo animal, mas não concordo muito com isso).
Nesse mundo novo da tecnologia, da praticidade e de tudo ''menos tempo'', ''menos força'' e mais resultado. Será que isso reanima e satisfaz a sociedade? A resposta obviamente (para alguns) é NÃO.
Como somos bons animais disfarçados de más humanos, o que queremos mesmo é seguir o nosso instinto. (venho a repetir, não é o instinto selvagem...eu acho... ou algo do tipo).
Não vou chegar dando cara à tapa. Vamos começar pelo básico. (como qualquer bom animal humano) Aquela música que costumamos a bater nossa cabeça contra a parede, transmitindo o som de alguma forma, por meio de notas ou batidas que te satisfaça por inteiro fazendo você se esquecer de todos ao se redor (tente imaginar você sozinho em um bate cabeça com você mesmo)....aquela vontade de gritar qualquer tipo de resmungo estranho só para libertar toda a sua energia carregada no peito acompanhado com chutes e socos no próprio ar que você respira. Só por ouvir uma música muito boa.
Alô gente isso é coisa de animal. E ainda bem que é de animal. Imagine todos num show do Slipknot PARADOS. Isso não existe, somos mais animais que os próprios animais. (um leão não aguentaria o som perturbador e sairia correndo).
Se você for uma pessoa que não gosta de músicas pesadas, vamos usar outro exemplo então.
Proponho um desafio, tente ficar com os pés parados enquanto escuta uma canção de reggae. Ou tente não cantar junto Pais e Filhos do Legião Urbana ou Oceano do Djavan. É humanamente impossível.
A parte triste disso é quando o seu instinto está concentrado em algum tipo de afeto ou sentimento em que você não pode realizar.
Você sente uma vontade imensa destinada a apenas uma pessoa. Sua vontade é de beijá-la, acariciá-la e realizar certos momentos espontaneamente íntimos. E não pode.
A situação nos tira de um direito que o nosso corpo pede, a sua mente IMPLORA. E o que fazemos é apenas segurar a onda e ficar no cantinho ali.
É difícil quando nos tiram algo de tão bom, principalmente quando tínhamos isso e com o passar do tempo deixou de fazer parte da sua rotina. A vontade é voltar no tempo e aproveitar mais os segundos em que você tão bem passou por aquilo, já com a mente preparada para um ''isso um dia vai acabar, então vai ser menos doloroso depois''. É como se a sua comida favorita não existisse mais, ou a série que você tanto amava acabasse. Só que pior.
Sentimos como se fôssemos passarinhos engaiolados, como se houvesse um grito dentro de você urrando até você saciar aquilo. A vontade de chorar é imensa e você nem mais consegue controlar suas lágrimas o que acaba transtornando mais a situação.
Roupa...Carro...Casa? A gente gosta mesmo é de ser retribuído.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A losing game

Eu nunca planejei algo que condiz a você
Eu nunca agi com a razão sem saber o que o meu coração sentiu
Mas deve ser por isso que o nosso jogo mudou
E agora eu posso ditar algumas regras contra mim mesma
Só por mudar o que comemos ontem
Ou se já faz alguns dias que não há sol...
Não tem como não dizer que eu nunca soube que isso iria acontecer
Já batia a hora do meu sorriso perder a sua graça
E agora não tem mais como...
Algum dia alguém terá que ceder, do jeito que for...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Não grite comigo

Posso preencher o meu vazio em você?
Paro para pensar e não vejo nada demais no que você faz.
Porém o que você fez ainda me sufoca e é difícil me segurar.
Seguro meus próprios punhos, mas a mão sua pela vontade da minha boca falar.
O quanto eu te amo, pode ser.
Mas já me falaram que junto com o amor vem algo em troca e pode não ser muito bom.
Se eu ainda não estou na estrada há muito tempo,
Se eu preciso colocar minha cabeça no lugar.
Só eu sei. Só eu sei o que isso vai gerar.
Se eu não soubesse a minha idade, o quanto acharia que tenho...
Se você não estivesse lá, o que eu seria agora...
Tem como determinar?
Ás vezes tento me explicar
Mas pela sua expressão prefiro tomar o silêncio
E de momento a momento,
Vou guardando palavras que você disse
Até amontoar livros e livros.
Ando tão ríspida,
Que eu deveria estar escrevendo sobre o que não gosto
Mas quando se trata de você,
Só consigo pensar no amor,
no amor,
no amor.

sábado, 21 de agosto de 2010

CRAWLING BACK HOME AGAIN

Venha aqui,
Vamos sentar e conversar.
O mar que corre em meu pescoço
Já não dá mais para aceitar.
Eu sei que ninguém previu
Que seria só mais um passo a dar
A frente de todos,
Nessa longa estrada a caminhar.
Deveria ser tão leve
A palma da minha mão em sua pele,
Feita pra te acariciar.
Não me deixe aqui nesse domingo
Esse céu que nunca foi azul,
Hoje está florindo.
Desculpe a inquietação
E as perguntas desnecessárias
Só por te amar.
É que eu já sei de cor
No que isso vai dar,
Então não se preocupe.
Amanhã vai passar.




sexta-feira, 20 de agosto de 2010

KÚKLOS

Não é a toa que a primeira coisa que nós fizemos ao nascer é chorar.
Ao abrir nosso pulmão pela primeira vez nos deparamos com um ar sujo e pesado e a única saída era chorar, chorar e chorar.
A expectativa que criamos em pessoas e até mesmo objetos nos seguiu desde os primeiros segundos das nossas vidas. Esperávamos por outra coisa. E só porque éramos bebês não queria dizer que não sabíamos de que assunto tratava.
Somos contra a nossa natureza. Nós temos que nos acostumar com o que é errado só porque o certo não deu certo. Isso chega a ser ofensivo.
''Levanta a cabeça e siga em frente'' Dá para contar quantas vezes ouvimos esta frase? É cansativo, é incômodo. A geração está cada vez mais precoce porque nos acostumamos demais com as coisas.
E não digo precoce em botar um piercing no nariz com 12 anos ou menstruar antes que a sua irmã mais velha. Mas já com 4 anos ouvimos nossos pais brigar. As pessoas que mais somos apegadas nessa idade. O que vem a ser depois disso se as pessoas que mais amamos entram em um conflito? Depois de certas coisas o que vier é lucro e você já não liga mais.
Adultos estão mais para velhos do que velhos estão para velhos.
Conheço muitos velhinhos dispostos a fazer tudo. Mas todo adulto diz para ''deixar quieto'' ou ''isso passa''.
Acontece algo triste e parece que lavamos nossos corações com inúmeras tentativas de auto consolo. Mas lavar não tira nenhum arranhão e sempre vamos levar nossas ''cicatrizes'' pro resto da vida.
Mas infelizmente é só assim que funciona. Minha idade mental deve ser o dobro da minha idade real só porque me acostumei demais.

domingo, 15 de agosto de 2010

DEVANEIO

3:40 AM

O céu diz: Aos que desejarem o ódio, morrerão na guerra. Aos que buscarem a serenidade, enfim será salvo.


3 horas antes

A luz se distancia, aquele horizonte já se foi.
E na ausência de luz, o que há é apenas escuridão.
A dona do ventre se acalenta, e os olhos dela já não conseguem segurar.
- Não chore minha mãe, o que você quer que eu faça?
- Apenas não veja o sol nascer.

Desci as escadarias e encontrei minha amada. Com outro.

- Não me olhe com essa cara de espanto, você já não me importa mais. O mundo está acabando, dessa vez não vou te tratar.

''Alguma vez eu teria que tomar essa atitude.''

Mar de escuridão. Pupilas dilatadas.
Uma flor nasce.
A única do jardim de espinhos e folhas secas.
Tão brilhante, que, pareceu ser polida por um pano folhado à ouro.
Ela cresce uns quatrocentos metros por segundo.
Todas suas pétalas se abrem, e abraça o mundo de tal forma que todo seu feixe de luz clareie ao redor.

Uma voz imensurável e sublime diz:

Aos que desejarem o ódio, morrerão na guerra. Aos que buscam a serenidade, enfim será salvo.

Acordei.